Resíduos farmacêuticos: mais uma ameaça aos oceanos

Atualizado: 7 de jun. de 2021

Autores: Aline Pereira Costa, Fernanda Cabral Jeronimo, Thais R. Semprebom, Mariana P. Haueisen e Douglas F. Peiró



Ilustração de uma cápsula de medicamento com duas cores, amarelo e azul. Na parte azul a cápsula representa a água do mar, com imagens de um ser humano sobre jet ski, dois tubarões, estrela do mar, caranguejo e alguns peixes menores.

A presença de resíduos farmacêuticos no ambiente marinho é uma ameaça aos oceanos, que prejudica não apenas os organismos marinhos, mas também o ser humano. Fonte: Piqsels (CC0).



Ouvimos muito sobre a degradação dos oceanos por diversos fatores, sendo a poluição por microplásticos um dos mais mencionados na atualidade. Porém, o que muitos ainda não têm conhecimento, é que nossos oceanos vêm sofrendo com uma outra forma de contaminação: a poluição por resíduos farmacêuticos.


O alto consumo de medicamentos por parte da população é algo preocupante, pois os resíduos gerados por estes fármacos poluem as águas, sejam de rios ou de mares. Esses resíduos são um sério problema, porque podem ser biologicamente ativos, significando que podem agir sobre toda a biodiversidade marinha. Além disso, a contaminação por esses resíduos pode afetar as cadeias alimentares, afetando até nós, seres humanos.



COMO OCORRE ESSA CONTAMINAÇÃO?


A população humana aumentou sua expectativa de vida ao usar medicamentos para tratar doenças. No entanto, o alto consumo desses fármacos é um fato preocupante. Além disso, muitas pessoas têm o hábito de se automedicar, comprar medicamentos sem prescrição médica ou além do necessário.


Inicialmente a contaminação ocorre com a eliminação desses fármacos na excreção e na evacuação. Quando consumimos um medicamento, ele não é totalmente absorvido pelo organismo, consequentemente, os resíduos (compostos farmacêuticos ativos) ou os seus metabólitos (compostos farmacêuticos transformados), que não são metabolizados pelo organismo, são eliminados na urina ou nas fezes. Dessa