Fertilização dos oceanos: uma alternativa polêmica para o aquecimento global

Atualizado: 7 de jan.

Autores: João Antonio C. Veloso, Raphaela A. Duarte Silveira e Thais R. Semprebom



Você sabia que, no final da década de 1990, cientistas do mundo inteiro desenvolveram projetos de fertilização dos oceanos com ferro para diminuição do aquecimento global?



A fotografia mostra um derramamento de sulfato de ferro por uma tubulação de navio na água do mar. Nela pode-se observar o sulfato de ferro vermelho sendo disperso na água azul do oceano.

Fotografia de um derramamento de ferro (Fe) na água do mar. Fonte: Office of the Watch (CC BY-NC 3.0).



O FITOPLÂNCTON UTILIZADO COMO UMA 'BOMBA BIOLÓGICA' DE SEQUESTRO DE CARBONO


Antes de iniciar o assunto da fertilização dos oceanos é necessário entender que a concentração de fitoplâncton no planeta Terra é estritamente essencial para a regulação do clima global e para a manutenção do equilíbrio dos oceanos. O fitoplâncton é responsável pela maior parte da captura do gás de efeito estufa CO2 (dióxido de carbono) da atmosfera, essencial no processo de fotossíntese.


Além disso, o fitoplâncton, como organismos produtores, constitui a base das cadeias tróficas marinhas. Dessa forma, é pelas microalgas que ocorre o início do aprisionamento do CO2 atmosférico inicialmente assimilado por meio da fotossíntese.


Deste modo, o CO2 bioassimilado percorre a coluna d’água oceânica por transferência de energia no momento em que o fitoplâncton é utilizado como alimento por outros seres vivos. Quando não são consumidos, quando morrem, afundam nos oceanos e assim sequestrando carbono.


A ideia da fertilização dos oceanos era de que o elemento ferro age como