Reprodução de corais branqueados: uma esperança à conservação

Atualizado: 6 de mai.

Autores: Luane Rodrigues, Fernanda Cabral Jeronimo, Aline Pereira Costa, Raphaela A. Duarte Silveira e Douglas F. Peiró



Na fotografia está um conjunto do coral chifre-de-veado, todos branqueados. O coral possui um formato de chifre, como o nome diz, e se distribui em todas as direções.

Fotografia do coral chifre-de-veado Acropora cervicornis branqueado. Fonte: Matt Kieffer/Flickr (CC BY-SA 2.0).



O branqueamento dos corais é uma das maiores ameaças à sobrevivência de todo o ecossistema marinho. Com o aumento da temperatura dos oceanos, a relação mutualística entre os corais e as algas zooxantelas é interrompido e as mesmas abandonam o coral, que pode morrer.


Mas, recentemente, uma esperança surgiu em relação ao processo de reprodução de corais, vindo de dois corais pétreos do gênero Mussismilia - Mussismilia hispida e Mussismilia harttii, encontrados no recife de corais do Recife de Fora, na Bahia, que foram capazes de reproduzir-se enquanto estavam branqueados. A observação deste acontecimento ocorreu na base de pesquisa do Projeto Coral Vivo. Os corais deste gênero já haviam sido acompanhados por pesquisadores do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo, que identificaram que o coral Mussismilia hispida, mesmo com sua população branqueada em 80%, a taxa de mortalidade está em 2%.