O incrível fenômeno das marés: uma onda oceânica

Atualizado: 6 de nov. de 2020

Autores: Raphaela A. Duarte Silveira, Douglas F. Peiró, Thais R. Semprebom, Juliane S. Freitas, Julia R. Salmazo e Rodrigo Ilho

Foto mostrando uma marina com maré baixa, em que muitos barcos estão atolados no substrato. Do lado direito, há o cais, uma casa e algumas árvores.

Maré baixa em uma marina. Fonte: christels/Pixabay.



Quem nunca se deparou com o termo ‘maré’ quando foi à praia? “A maré está baixa agora” ou então “a maré está subindo”. Mas como saber isso? E para quê?


As marés são muito importantes, não só biologicamente, mas também economicamente. Você sabia que para um navio entrar em um porto é necessário saber se a maré está alta ou baixa? Que se você quiser dar um passeio pela praia precisa ter alguma noção sobre marés, caso contrário pode ficar ilhado depois de algum tempo? Isso sem falar que as marés são fatores limitantes para a sobrevivência das espécies em costões rochosos, praias arenosas e manguezais. Só com essas perguntas já dá para perceber que as marés são muito importantes em nosso cotidiano!


Se quer saber o que elas são, como ocorre o regime de marés e muito mais… Vamos lá!



A MARÉ É UMA ONDA?


A maré é um tipo de onda oceânica. Toda onda oceânica possui três características que as diferenciam, sendo elas: comprimento de onda, força perturbadora e força restauradora. Mas o que é isso?


O comprimento de onda é a distância entre duas cristas (o ponto mais alto da onda). No caso das marés, o comprimento de onda corresponde à metade da circunferência da Terra. A força perturbadora é a energia que faz com que a onda oceânica se forme; a restauradora é a força dominante que achata a superfície da água depois da formação da onda. Para as marés, a força perturbadora consiste na atração gravitacional e na rotação da Terra, enquanto que a restauradora é a gravidade.