Mitos indígenas e sua relação com a biologia marinha

Atualizado: 3 de ago.

Autores: Aline Pereira Costa, Fernanda Cabral Jeronimo, Thais R. Semprebom, Raphaela A. Duarte Silveira e Douglas F. Peiró



Ilustração de uma praia, à esquerda tem uma mata, com alguns coqueiros. Essa mata é seguida por uma faixa de areia, com algumas pedras. É possível observar quatro indígenas adultos e uma criança na areia da praia. Três desses adultos seguram um tipo de madeira. À frente destes indígenas está o mar com o monstro Ipupiara saindo das águas. O monstro possui escamas na cintura, braços e seu rosto é semelhante ao de um cachorro.

Representação do mito Tupi do Ipupiara, quando indígenas avistam o monstro Ipupiara saindo do mar. Fonte: elaborado por © 2020 Douglas Cabral.



Trazemos em nossa história as riquezas dos conhecimentos indígenas. Esses conhecimentos trazem consigo uma ampla forma de compreendermos não só a nossa história, mas também a nossa relação com a natureza.


O mito é a forma pela qual os indígenas compreendem os fatos e eventos da vida. É por intermédio deles que é explicada a origem das coisas e sua aplicação no cotidiano. Esses mitos muitas vezes são específicos de um povo, mas muitos acabam sendo absorvidos pelas comunidades não indígenas, sendo transmitidos por todo território brasileiro. O que nem todos sabem é que essa riqueza de conhecimento pode ser utilizada para explicar as ciências, compreendendo a nossa relação com a natureza e mantendo viva nossa cultura.



FORMAÇÃO DO OCEANO


Para os Tupinambás, o mundo (céu, terra, pássaros e os demais animais) foi criado por Monã. O mar só surge após Monã se decepcionar com os humanos, pois estes passaram a viver desordenadamente. Diante disso, Monã enviou o fogo que consumiu tudo, salvando apenas um homem: Irin-Magé. Arrependido, Monã envia a chuva para apagar o fogo, contudo, a água da chuva não poderia retornar às nuvens, ficando represada. Essa grande quantidade de água recebeu o nome de mar. Os tupinambás explicam que o mar é amargo e salgado porque a terra, tendo sido transformada em cinza, lhe deu esse sabor.


Se compararmos os detalhes do mito Tupinambá com as teorias científicas, percebemos que ambos possuem relação, pois retratam o surgimento da água do oceano advinda de outro lugar.

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