Biologia Marinha: 5 locais para estagiar no Brasil

Atualizado: 2 de abr. de 2020

Autores: Joyce Ribeiro, Heloá Borges, Raphaela A. Duarte Silveira, Douglas F. Peiró e Thais R. Semprebom



A Biologia Marinha é uma área grande e variada para se trabalhar e nada melhor do que programas de estágios para nos ajudar a encontrar a área com a qual podemos ter maior afinidade. O estágio tem o objetivo de trazer experiência e confiança para a inserção do mercado de trabalho que, muitas vezes, no decorrer da graduação, não conseguimos obter. Para te auxiliar, disponibilizamos neste artigo uma lista de 5 locais no Brasil que oferecem estágios em biologia marinha para estudantes de graduação, mestrado e doutorado. Esses estág ios contam com atividades variadas que vão desde manejo de animais até o desenvolvimento de pesquisas e atividades socioeducativas com a população. Descubra um pouco sobre cada um desses lugares a seguir:



PROJETO TAMAR


O Projeto Tamar foi criado no ano de 1980 e possui como objetivo a pesquisa, manejo e conservação das cinco espécies de tartarugas marinhas ameaçadas de extinção presentes no território brasileiro.


Imagem de divulgação do projeto de conservação de tartarugas marinhas Tamar. Fonte: http://www.tamar.org.br

Imagem de divulgação do projeto de conservação de tartarugas marinhas: Tamar Ubatuba. Fonte: Projeto TAMAR ©.



O Projeto possui também um Programa de Estágio em que capacita o estudante na metodologia de conservação deste tipo de vida marinha. As atividades envolvem monitoramento das praias, registro de dados e elaboração de relatórios, manejo de desovas ou filhotes, dentre outras. O Tamar tem 25 bases distribuídas por 9 estados do litoral brasileiro, sendo que o Programa de Estágio está ativo em 7 cidades desses estados.


São aceitos estudantes de Biologia, Oceanografia, Medicina Veterinária, Engenharia de Pesca, Educação e Turismo e também recém-formados das áreas citadas, como trainee. Para se inscrever você deve entrar no site do Projeto Tamar, preencher o formulário e enviar junto com a documentação solicitada por e-mail. A seleção é feita regularmente e os candidatos serão informados caso sejam selecionados ou não.



INSTITUTO BALEIA JUBARTE


O IBJ tem como missão o trabalho de conservação de baleias jubartes e outros tipos de cetáceos presentes no Brasil. No ano de 1996, nascia esta organização não-governamental que tem como objetivo a proteção da vida marinha e, principalmente, da espécie baleia-jubarte.


O IBJ oferece dois tipos de programas para estagiários:


  • Programa de Estágio Curricular Obrigatório: Destinado a estudantes que estejam cursando graduação em Ciências Biológicas ou áreas similares (Oceanografia, Zootecnia, Medicina Veterinária e Ecologia), o estágio permite acompanhar as atividades ligadas à pesquisa e conservação das baleias-jubarte e outras espécies de cetáceos em duas bases diferentes: Caravelas e Praia do Forte, ambas na Bahia.

  • Estágio no Programa de Resgate: Reservado para estudantes que estejam cursando graduação de Medicina Veterinária, para participar de resgates de mamíferos marinhos e medicina de conservação das baleias-jubarte e outras espécies de cetáceos, possível somente na base Caravelas.


Para se candidatar é só entrar no site do Instituto Baleia Jubarte e baixar o edital referente ao estágio de seu interesse; lá, você encontra todas as informações necessárias, como o período em que ocorrerá a seleção, a documentação necessária e os prazos para envio e os tipos de atividades a serem desenvolvidas.


Foto aérea de uma baleia jubarte. A imagem mostra metade do corpo da baleia indo a superfície para respirar.

As baleias jubarte (Megaptera novaeangliae) ainda sofrem muito com a pesca predatória (apesar de ser proibida em quase todo o mundo) e o turismo excessivo. Instituições como I.B.J. são de grande importância, pois alertam a população sobre a preservação desses animais. Fonte: Silvio Serrano/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0).



PROJETO CORAL VIVO


Fundado no ano de 2003, tem como principal objetivo a conservação e sustentabilidade de ambientes marinhos, em especial ambientes coralíneos. Esse projeto disponibiliza duas possibilidades de estágio no Programa de Extensão Universitária (Proex), uma com duração de 23 dias e outra com duração de 3 meses.


O programa é destinado a estudantes de diversos cursos de graduação, mestrado e até mesmo doutorado. As atividades são na base na Costa do Descobrimento, em Arraial d'Ajuda, em Porto Seguro, Bahia.


Foto de um recife de coral, contendo organismos de coloração amarronzada e avermelhada e alguns peixes.

Recife de corais são constituídos por diversos cnidários, cujo esqueleto interno é formado por carbonato de cálcio. Esses recifes abrigam uma grande biodiversidade no mar. Fonte: Jim E Maragos/Pixnio (Domínio Público).



AQUÁRIOS


Diversos aquários disponibilizam vagas para estagiários. Um exemplo de atividades que podem ser desenvolvidas é no aquário na cidade de Ubatuba, onde aceitam estudantes dos cursos de Biologia, Oceanografia, Medicina Veterinária, Engenharia de Pesca, Gestão Ambiental, Engenharia Ambiental e Zootecnia.


No decorrer do estágio, o aluno ficará responsável por pesquisas e atividades voltadas à conservação de ecossistemas costeiros; atividades socioeducativas com os visitantes nas instalações do aquário; manutenção e controle de qualidade da água dos tanques; tratamentos e adaptações de animais marinhos vivendo em cativeiro, entre outras.


Exemplos de cidades que possuem essas instalações são: Ubatuba, Santos, São Paulo, Rio de Janeiro, Guarujá, e vários outros municípios ao longo de toda a costa litorânea do Brasil.


Cada aquário possui suas exigências quanto à contratação de estagiários, portanto é fundamental procurar nos sites das instituições anexos e editais que ofereçam o máximo de informações necessárias para os interessados.


Foto mostrando duas pessoas alimentando pinguins-de-Magalhães com peixes. Na foto aparecem 4 pinguins do lado direito e as duas pessoas estão do lado esquerdo.

Atividade de alimentação de pinguins sob supervisão de pessoal responsável. Fonte: Aquário de Ubatuba ©