Herpesvírus em tartarugas: uma doença crescente e preocupante

Atualizado: 3 de ago.

Autores: Raphaela Alt Müller, Fernanda Cabral Jeronimo, Thais R. Semprebom, Raphaela A. Duarte Silveira e Douglas F. Peiró



Foto de uma tartaruga verde submersa na água. O animal está em vista anterior e na região dos olhos, pescoço e nadadeira estão os tumores. Próximo ao animal estão quatro peixes e em segundo plano tem outros.

Tartaruga verde Chelonia mydas com diversos tumores causados pela fibropapilomatose. Essa tartaruga foi fotografada nas águas do Havaí, nos Estados Unidos. Fonte: Peter Bennett & Ursula Keuper-Bennett/Wikimedia Commons (CC BY 3.0).



As tartarugas marinhas são répteis que vivem no ambiente aquático, existindo apenas sete espécies desses animais no mundo. Além de passarem por diversos desafios durante a vida, elas precisam enfrentar uma doença que, a cada ano, torna-se mais comum: a fibropapilomatose.


A fibropapilomatose causa tumores benignos cutâneos (tumores que crescem na pele), que podem estar distribuídos em qualquer lugar do corpo do animal, tanto na parte externa quanto na parte interna. Uma das principais espécies de tartarugas afetadas por essa enfermidade são as tartarugas-verdes (Chelonia mydas). A existência desses tumores está associada a uma variação de herpesvírus, como o estudo “Análise quantitativa de sequências de herpesvírus de tecido normal e fibropapilomas de tartarugas marinhas com PCR em tempo real” evidenciou, onde 95% dos tumores estudados em tartarugas-verdes, tartarugas-cabeçudas Caretta caretta e tartarugas-olivas Lepidochelys olivacea tinham a presença do vírus.


Foto de uma tartaruga verde dentro da água. O animal está em vista lateral e embaixo do pescoço tem quatro peixes pequenos nadando junto.

Tartaruga verde saudável nas Ilhas Malvinas. Essa espécie de tartaruga é a mais acometida pela fibropapilomatose. Fonte: Marcello Rabozzi/Pixabay.