Tartarugas marinhas: diferentes formas de identificação de espécies

Atualizado: 2 de set.

Autores: Aline Pereira Costa, Fernanda Cabral Jeronimo, Thais R. Semprebom, Raphaela A. Duarte Silveira e Douglas F. Peiró


 A foto é um filhote de tartaruga verde, que tem cor dorsal preta com uma linha marginal branca por todo o corpo. O filhote está rastejando sobre a areia.

Filhote de Chelonia mydas – podem ser identificados pelas quatro placas laterais na carapaça e plastrão branco. Fonte: Luhur wi/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0).



Distribuídas por toda região tropical e subtropical, atualmente existem sete espécies de tartarugas marinhas, sendo que cinco delas ocorrem ao longo do litoral brasileiro. Algumas são muito semelhantes, mas cada espécie, e até mesmo cada indivíduo de tartaruga marinha, apresenta características morfológicas externas (aspectos da aparência externa) diferentes entre si.


A identificação de uma espécie de tartaruga marinha pode ser feita por observações da morfologia externa, pelo rastro que elas deixam na areia quando sobem à praia para nidificarem (neste caso realiza a identificação das fêmeas, visto que apenas elas sobem à praia) e também por informações genéticas.


Uma forma de identificação que tem sido cada vez mais usada é a fotoidentificação, porém esse método é mais utilizado na identificação de indivíduos de tartarugas marinhas dentro de uma população, já que cada indivíduo possui marcas únicas (analogamente às impressões digitais dos seres humanos). Esta metodologia foi desenvolvida por Gail Schofield (2008) na Grécia e por Clair Jean (2010) na França, e tem por finalidade identificar o indivíduo por meio dos registros fotográficos de sua cabeça, uma vez que cada indivíduo possui marcas únicas na cabeça (formato de suas placas). O formato das placas e posição não se repetem, o que torna possível o monitoramento fotográfico dos indivíduos desde seu nascimento.



IDENTIFICAÇÃO POR CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS